Consultora Financeira - Mónica Nascimento

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Acompanho empresários que perderam o rumo do negócio, ajudando-os a reencontrar clareza, reconstruir a equipa, reorganizar as finanças e voltar a liderar com confiança.

22/10/2026

O cliente que mais faturava era também aquele que a empresa decidiu perder.

E esta foi uma das decisões mais difíceis que acompanhei.

Quando um cliente representa uma parte importante da faturação, é natural que a ideia de o perder assuste. Afinal, estamos a falar de receita que entra todos os meses e que, à primeira vista, parece indispensável.

Mas havia um problema: aquele cliente exigia uma disponibilidade constante e consumia recursos que já não eram compensados pelo valor que pagava.

A empresa tentou renegociar as condições. O cliente recusou.

E foi aí que surgiu a verdadeira decisão de gestão: continuar a aceitar aquelas exigências para proteger a faturação ou libertar a empresa de uma relação comercial que tinha deixado de compensar?

Optou por deixar de trabalhar com ele.

Este caso mostra algo que muitos empresários só descobrem quando começam a analisar os seus clientes com mais detalhe: faturar muito a um cliente não signif**a necessariamente ganhar bem com ele.

Se tens uma empresa, faz este exercício: escolhe os teus três maiores clientes e analisa quanto tempo, quantos recursos e quanta disponibilidade cada um exige. Inclui também os pedidos extra, as alterações de última hora e o trabalho que acabas por fazer sem cobrar.

Depois compara esse esforço com o valor que cada cliente paga.

Podes descobrir que o cliente que consideravas mais importante está a consumir recursos que a tua empresa poderia utilizar de forma mais rentável.

E se não sabes como fazer esta análise ou interpretar os resultados, envia-me uma mensagem privada com a palavra CLIENTES. Podemos perceber o que precisas de avaliar antes de tomares uma decisão.

21/10/2026

Há empresários que têm mais medo de crescer do que de falhar.

E sabes porque é que digo isto? Porque querem aumentar a faturação, conquistar novos clientes, fazer a empresa evoluir… mas quando chega a altura de tomar decisões para isso acontecer, começam a adiar.

Adiam um investimento, uma contratação, uma mudança na forma de trabalhar. E há sempre uma razão: agora não é a altura certa, o mercado está incerto, é melhor esperar mais um pouco.

E atenção, às vezes esperar é mesmo a decisão certa. O problema é quando estás sempre à espera, mas nunca defines o que precisaria de acontecer para avançares.

Por isso, se tens uma decisão importante adiada, faz-te esta pergunta: que informação me falta para decidir?

É dinheiro? Analisa quanto precisas e qual o impacto na empresa. É receio de não ter clientes suficientes? Define que procura precisas de confirmar antes de investir.

Porque enquanto não transformares as tuas dúvidas em critérios concretos, vais continuar à espera de uma segurança que pode nunca chegar.

E a tua empresa pode f**ar parada, mesmo quando tu queres vê-la crescer.

Se há uma decisão que andas a adiar no teu negócio, guarda este vídeo e volta a ele quando estiveres pronto para a analisar com critérios, em vez de continuares apenas à espera.

19/10/2026

Quase duplicar a faturação deveria ser uma boa notícia. Mas, numa empresa de limpeza que acompanhei, esse crescimento veio acompanhado de uma redução da rentabilidade.

As equipas acumulavam horas de trabalho, surgiam reclamações e algumas limpezas tinham de ser repetidas. Tudo isso representava custos que não estavam devidamente refletidos no preço dos serviços.

Implementámos um controlo entre as horas previstas e as horas efetivamente utilizadas. Essa análise permitiu perceber que era necessário rever os preços praticados.

Se tens uma empresa de serviços, começa por medir o tempo real de execução, incluindo correções e deslocações quando aplicável. Depois, compara esse custo com o valor que cobras.

Antes de procurares mais faturação, confirma se os teus preços estão a proteger a rentabilidade do negócio.

Há empresários que conseguem identif**ar imediatamente quando a empresa está a perder dinheiro, mas demoram meses a reco...
14/10/2026

Há empresários que conseguem identif**ar imediatamente quando a empresa está a perder dinheiro, mas demoram meses a reconhecer que estão a chegar ao seu próprio limite.

Continuam a responder a clientes, a resolver problemas, a gerir equipas e a tomar decisões importantes, mesmo quando já não conseguem descansar verdadeiramente.

E há uma consequência sobre a qual se fala pouco: o impacto que esse desgaste pode ter na gestão do negócio.

Quando um empresário está constantemente sob pressão, pode começar a adiar decisões, reagir em vez de planear, perder a capacidade de avaliar alternativas ou assumir responsabilidades que já devia ter delegado.

Ao longo do meu trabalho com empresários, tenho percebido que analisar os resultados financeiros é apenas uma parte do acompanhamento.

Também preciso de compreender quem está por detrás daqueles números. Como pensa, como lidera, que receios condicionam as suas decisões e que peso está a carregar sozinho.

Porque podemos reorganizar processos, analisar custos e melhorar a rentabilidade. Mas, se o empresário continuar a funcionar permanentemente no limite, há uma parte importante do problema que f**a por resolver.

Quero deixar-te uma pergunta: se analisássemos hoje a saúde da tua empresa e a tua própria capacidade para continuar a liderá-la, os resultados seriam igualmente positivos?

Gostava de saber a tua opinião nos comentários.

08/10/2026

Há empresários que são excelentes naquilo que fazem. Conhecem os seus clientes, dominam o serviço que prestam e construíram empresas com anos de trabalho e dedicação.

Mas ninguém lhes explicou que, a partir do momento em que criam um negócio, passam a ter uma segunda profissão: gerir uma empresa.

E isso implica muito mais do que garantir que há trabalho e clientes.

Implica perceber se os preços são suficientes, se a equipa está bem dimensionada, se a empresa gera resultados e se as decisões de hoje estão a comprometer o futuro.

Ao longo do meu trabalho com empresários, tenho percebido como esta transição pode ser exigente. Sobretudo quando o negócio cresce e as responsabilidades aumentam.

Porque aquilo que te trouxe até aqui pode não ser suficiente para te levar mais longe.

E quero fazer-te uma pergunta: qual foi a parte da gestão que mais te surpreendeu quando te tornaste empresário?

Conta-me nos comentários. Gostava de conhecer a tua experiência.

Abres a conta da empresa e tens 20.000€. Surge uma oportunidade de investimento de 8.000€. À primeira vista, parece simp...
29/09/2026

Abres a conta da empresa e tens 20.000€. Surge uma oportunidade de investimento de 8.000€. À primeira vista, parece simples: há dinheiro, portanto a empresa consegue pagar.

Mas antes de dizer “sim”, há outra conta a fazer.

Quanto desse saldo já está comprometido? Que pagamentos vencem nas próximas semanas? Quanto tens previsto receber — e em que datas? Que impostos ainda vão sair? E, depois de tudo isso, que margem f**a para a empresa continuar a funcionar sem f**ar dependente dos próximos recebimentos?
É aqui que muitos empresários confundem saldo bancário com capacidade financeira.

O número que aparece na conta diz-te quanto dinheiro existe naquele momento. Não te diz, sozinho, quanto podes investir, gastar ou retirar sem criar pressão na tesouraria.

Por isso, antes de uma decisão relevante, eu não olharia apenas para o saldo. Olharia para o que tens hoje + o que vais receber − o que já tens comprometido − as obrigações previstas, mantendo ainda uma margem de segurança adequada à realidade da empresa.

Não existe um valor de segurança igual para todas as empresas. Uma empresa com recebimentos previsíveis não tem as mesmas necessidades de tesouraria que outra com vendas sazonais, prazos de recebimento longos ou custos fixos elevados.
Ter dinheiro na conta dá-te um número. Ter controlo da tesouraria dá-te informação para decidir.

Guarda este post para a próxima vez que estiveres prestes a tomar uma decisão financeira olhando apenas para o saldo da empresa.

Há cerca de seis meses comecei a acompanhar um empresário. Há pouco tempo, numa das nossas conversas, disse-me uma coisa...
27/09/2026

Há cerca de seis meses comecei a acompanhar um empresário. Há pouco tempo, numa das nossas conversas, disse-me uma coisa que ficou comigo: “Agora tenho alguém que me escuta. Alguém com quem posso partilhar as frustrações da empresa.”

Pode parecer pouco. Para quem tem uma empresa, não é.

Porque há coisas que um empresário não conta à equipa. Não quer transmitir insegurança a quem depende dele. Há outras que evita levar para casa, porque a família já o vê chegar cansado vezes suficientes. E há preocupações que nem sequer sabe bem com quem partilhar.

A pessoa que o desiludiu. O cliente que perdeu. O dinheiro que não chega como esperava. Uma decisão que correu mal. O medo de estar a crescer depressa demais. A dúvida sobre se consegue continuar a suportar aquela estrutura. Ou simplesmente aquele dia em que está cansado de ser a pessoa de quem todos esperam uma resposta.

E assim, mesmo rodeado de pessoas, um empresário pode sentir-se profundamente sozinho.

Esta é uma parte do meu trabalho de que quase nunca falo.

Quando acompanho uma empresa, claro que analiso números, margens, tesouraria, compromissos e cenários. Mas para compreender verdadeiramente um negócio, tenho de conhecer também aquilo que está por detrás desses números.

Tenho de saber o que preocupa aquele empresário. O que o está a desgastar. O que está a acontecer na equipa. Que decisão anda a adiar. O que teme que aconteça. E onde sente que já não consegue ver com clareza.

Não para assumir o lugar dele. Nem para lhe dizer aquilo que quer ouvir.

Mas para que exista um lugar onde possa pôr os problemas em cima da mesa, sem ter de fingir que já tem todas as respostas.

Talvez uma das coisas mais valiosas num acompanhamento seja precisamente esta: ter alguém que conhece suficientemente bem a tua empresa para perceber os números — e suficientemente bem a tua realidade para perceber o peso que existe por detrás deles.

Se és empresário, gostava mesmo de te perguntar uma coisa:

Tens alguém com quem possas falar sobre aquilo que realmente te preocupa na tua empresa?

Há uma solidão na vida de um empresário de que se fala pouco: a de ter pessoas à volta e, mesmo assim, sentir que não te...
24/09/2026

Há uma solidão na vida de um empresário de que se fala pouco: a de ter pessoas à volta e, mesmo assim, sentir que não tem com quem pensar as decisões que realmente importam.

A equipa espera uma resposta. A família pode ouvir, mas nem sempre conhece a realidade da empresa. O contabilista trata das obrigações e dos números. Outros empresários dão opiniões com base nas suas próprias experiências.

E depois f**as tu.

A decidir se contratas. Se investes. Se aumentas a estrutura. Se tens margem para assumir mais um compromisso. Se aquele dinheiro está realmente disponível. Se é altura de avançar ou se estás prestes a criar um problema que só vais sentir daqui a alguns meses.

Não porque não saibas liderar a tua empresa. Mas porque há decisões que não precisam de mais uma opinião. Precisam de contexto.

Precisam de alguém que conheça o negócio, olhe para os números contigo, faça as perguntas que têm de ser feitas e transforme possibilidades em cenários que possas analisar.

É uma parte muito importante da forma como trabalho com empresários.

Quando há uma decisão relevante, não quero saber dela três meses depois, quando já estamos a lidar com as consequências. Quero sentar-me antes. Perceber o que está em causa, analisar o impacto financeiro e colocar em cima da mesa os diferentes caminhos.

A decisão continua a ser do empresário. Mas deixa de ser uma decisão tomada às cegas.

E talvez seja precisamente isto que te esteja a faltar neste momento: não alguém que te diga o que fazer, mas alguém que perceba suficientemente o teu negócio para pensar contigo antes de decidires.

Se tens uma decisão em cima da mesa e sentes que te falta esse olhar, envia-me uma mensagem e diz-me qual é a decisão.

Começamos por aí.

22/09/2026

Esta empresa faturava bem. Tinha clientes, tinha trabalho, tinha dinheiro a entrar. E, ainda assim, havia uma sensação que se repetia mês após mês: o dinheiro nunca chegava.

Foi quando começámos a olhar para a empresa para além da faturação que percebemos o que estava a acontecer. As margens eram demasiado pequenas para a estrutura que o negócio tinha e uma parte do dinheiro que entrava hoje já estava comprometida com impostos antigos que não tinham sido pagos no momento certo e se tinham acumulado.

A empresa não tinha um problema de falta de trabalho. Tinha pouco espaço financeiro para respirar.

E esta diferença é importante, porque quando um empresário vê uma faturação razoável tende a acreditar que a empresa está melhor do que realmente está. Continua a trabalhar, continua a vender, continua a cumprir. Mas sente uma revolta difícil de explicar: “Se a empresa fatura isto, porque é que eu continuo sempre apertado?”

É aqui que os números deixam de ser apenas números.

Não me interessa olhar para a faturação isoladamente. Quero perceber quanto f**a de cada venda, quanto custa manter a estrutura, que compromissos estão a consumir a tesouraria e quanto dinheiro dos próximos meses já tem destino antes sequer de entrar.

Porque faturar mais nem sempre resolve. Se não corrigirmos aquilo que está a consumir o dinheiro, podemos apenas criar uma empresa que trabalha mais para continuar sem dinheiro.

Foi isso que tivemos de fazer neste caso: perceber primeiro onde estava o problema para depois conseguirmos tomar decisões sobre margens, compromissos e futuro.

Há uma pergunta que muitos empresários só fazem quando a tesouraria já está sob pressão. Eu prefiro fazê-la antes:

A tua empresa está realmente a gerar dinheiro ou está apenas a movimentá-lo?

Se esta pergunta te deixou a pensar na tua empresa, diz-me nos comentários ou envia-me uma mensagem. É precisamente este tipo de realidade que gosto de analisar com empresários.

Há um cansaço que uma noite bem dormida não resolve.É o de quem fecha a porta da empresa, mas leva para casa tudo o que ...
20/09/2026

Há um cansaço que uma noite bem dormida não resolve.

É o de quem fecha a porta da empresa, mas leva para casa tudo o que ficou por decidir. O salário de várias pessoas depende daquele negócio. Há fornecedores para pagar, clientes que ainda não pagaram, impostos a chegar, uma equipa para gerir e decisões que ninguém pode tomar no seu lugar.

E há uma parte disto que quase ninguém vê.

Vêem a empresa aberta. Vêem clientes. Vêem movimento. Às vezes até vêem crescimento. Mas não vêem o empresário a fazer contas mentalmente ao jantar, a acordar a pensar num problema ou a passar o domingo a antecipar uma segunda-feira que ainda nem começou.

Tenho trabalhado com empresários suficientes para perceber que, muitas vezes, não é falta de capacidade. É excesso de peso concentrado numa só pessoa.

E é aqui que a minha forma de olhar para um negócio mudou ao longo dos anos.

Não me interessa apenas saber se uma empresa fatura. Interessa-me saber se tem margem, se existe controlo, se as decisões são sustentadas pelos números e, sobretudo, se o empresário tem informação e suporte suficientes para não viver permanentemente em modo de reação.

Porque os números de uma empresa não existem apenas para cumprir obrigações. Também devem servir para dar ao empresário segurança para decidir, antecipar problemas e recuperar controlo sobre aquilo que construiu.

Ter um negócio vai sempre trazer responsabilidade. Mas responsabilidade não tem de signif**ar carregar tudo sozinho.

E talvez a verdadeira medida de um negócio saudável não esteja apenas no que ele fatura.

Está também na vida que permite ter a quem o lidera.

Agora que o domingo está a terminar, responde-me com sinceridade: este fim de semana descansaste — ou apenas estiveste longe da empresa?

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