22/10/2026
O cliente que mais faturava era também aquele que a empresa decidiu perder.
E esta foi uma das decisões mais difíceis que acompanhei.
Quando um cliente representa uma parte importante da faturação, é natural que a ideia de o perder assuste. Afinal, estamos a falar de receita que entra todos os meses e que, à primeira vista, parece indispensável.
Mas havia um problema: aquele cliente exigia uma disponibilidade constante e consumia recursos que já não eram compensados pelo valor que pagava.
A empresa tentou renegociar as condições. O cliente recusou.
E foi aí que surgiu a verdadeira decisão de gestão: continuar a aceitar aquelas exigências para proteger a faturação ou libertar a empresa de uma relação comercial que tinha deixado de compensar?
Optou por deixar de trabalhar com ele.
Este caso mostra algo que muitos empresários só descobrem quando começam a analisar os seus clientes com mais detalhe: faturar muito a um cliente não signif**a necessariamente ganhar bem com ele.
Se tens uma empresa, faz este exercício: escolhe os teus três maiores clientes e analisa quanto tempo, quantos recursos e quanta disponibilidade cada um exige. Inclui também os pedidos extra, as alterações de última hora e o trabalho que acabas por fazer sem cobrar.
Depois compara esse esforço com o valor que cada cliente paga.
Podes descobrir que o cliente que consideravas mais importante está a consumir recursos que a tua empresa poderia utilizar de forma mais rentável.
E se não sabes como fazer esta análise ou interpretar os resultados, envia-me uma mensagem privada com a palavra CLIENTES. Podemos perceber o que precisas de avaliar antes de tomares uma decisão.