01/09/2026
No último domingo (30 de agosto), a Receita Federal tomou uma decisão crucial que altera o calendário da Reforma Tributária: o governo optou por não implantar a obrigatoriedade do Split Payment em 2027, como era esperado. Agora, o sistema só será exigido nas operações entre empresas (B2B) a partir de 2028.
Mas por que o Fisco recuou nesse primeiro momento?
A resposta está na complexidade da infraestrutura. A Receita percebeu que colocar essa engrenagem no ar exige a integração simultânea de mais de 200 instituições financeiras. Sem esse tempo extra para te**es, o risco de falhas no processamento de pagamentos seria enorme.
Afinal, o que é o Split Payment? 🔍
Traduzindo ao pé da letra, significa "pagamento dividido". Na prática, será um mecanismo de recolhimento automático e em tempo real dos novos tributos sobre o consumo: o IBS (estadual/municipal) e a CBS (federal).
Quando uma venda for liquidada — seja por Pix, cartão ou boleto —, o próprio sistema bancário fará a separação dos valores. A parcela do imposto vai direto para os cofres públicos, e a sua empresa receberá apenas o valor líquido da operação. O objetivo é frear a sonegação e facilitar o repasse de créditos na cadeia produtiva.
O que acontece até 2028? ⏳
O adiamento dá um alívio ao mercado, mas não é motivo para cruzar os braços. Até lá, as empresas continuarão emitindo notas fiscais e recolhendo os tributos via DARF. Contudo, as exigências nos documentos fiscais eletrônicos já estão mudando.
Sua gestão financeira precisará se adaptar antecipadamente aos novos fluxos de caixa que essa retenção automática vai gerar. A sua empresa já está se preparando para o impacto tecnológico da Reforma? Deixe sua dúvida nos comentários! 👇📊