20/08/2026
Já reparou que quase ninguém entra no mercado pensando: "Hoje eu vou gastar mais do que deveria"?
Mesmo assim, isso acontece.
E não porque falta inteligência ou educação financeira. Acontece porque muitas das nossas decisões são automáticas. Elas são influenciadas pelo ambiente, pelas emoções, pelos hábitos e até pelo cansaço.
É por isso que eu acredito que organizar as finanças vai muito além de anotar gastos em uma planilha.
Se você não entende o que está por trás das suas escolhas, a tendência é repetir os mesmos comportamentos. E, quando isso acontece, os resultados também se repetem.
A mudança começa quando você troca o julgamento pela curiosidade.
Em vez de pensar "eu não tenho controle", experimente perguntar: "O que me levou a tomar essa decisão?"
Essa simples mudança de perspectiva pode transformar a forma como você se relaciona com o dinheiro.
E é exatamente aí que começa uma mudança financeira que realmente se sustenta.
13/08/2026
Existe um conceito na Economia Comportamental que explica muito bem esse tipo de situação.
Nós tendemos a dar mais valor ao alívio imediato do que às consequências futuras.
É por isso que, muitas vezes, uma compra parcelada parece uma boa ideia no momento. Ela resolve um desejo, uma ansiedade ou até uma frustração quase instantaneamente. Já o impacto financeiro f**a para um "eu" que ainda nem chegou.
O problema é que esse "eu do futuro" sempre chega. E, muitas vezes, encontra uma renda já comprometida por decisões tomadas semanas ou meses antes.
Por isso, quando alguém me procura dizendo que quer organizar a vida financeira, eu dificilmente começo falando sobre planilhas.
Eu quero entender quais emoções estão influenciando essas decisões.
Porque mudar a forma como você se relaciona com o dinheiro costuma gerar resultados muito mais duradouros do que simplesmente aprender uma nova técnica.
Afinal, você já percebeu em quais momentos costuma dizer: "Depois eu dou um jeito"?
11/08/2026
Quando eu converso com empresários, percebo que quase todos sabem dizer quanto venderam no último mês.
Mas poucos conseguem responder quanto tempo a empresa conseguiria funcionar se as vendas diminuíssem.
E essa resposta diz muito sobre a saúde financeira do negócio.
Uma empresa não se torna forte apenas porque vende bastante. Ela se fortalece quando consegue atravessar períodos difíceis sem comprometer sua operação, sem recorrer a empréstimos de última hora e sem tomar decisões por desespero.
Planejamento financeiro não serve para prever o futuro. Serve para que você esteja preparado, independentemente do que aconteça.
No fim das contas, segurança financeira não é sobre nunca enfrentar dificuldades. É sobre ter estrutura para passar por elas com mais tranquilidade.
04/08/2026
Existe uma diferença enorme entre um imprevisto e uma despesa previsível.
Ficar doente pode ser um imprevisto.
Mas IPVA, matrícula da escola, manutenção do carro, impostos ou presentes de fim de ano fazem parte da vida. Eles acontecem todos os anos.
Quando essas despesas não entram no planejamento, a sensação é de que sempre existe alguma coisa atrapalhando a vida financeira.
Só que, na verdade, o problema não é a despesa.
É não se preparar para ela.
Organizar as finanças não elimina os gastos. Mas faz com que eles deixem de parecer um incêndio toda vez que aparecem.
Agora me conta: qual despesa sempre pega você de surpresa, mesmo acontecendo todos os anos?
01/08/2026
Foi uma grande satisfação encerrar a SIPAT 2026 do Grupo Lins Ferrão (Grupo Lins Ferrão Pompéia ) , compartilhando um conhecimento no qual vejo tanto propósito.
Acredito que a educação financeira está nas pequenas decisões da rotina. Na forma como escolhemos gastar, poupar, consumir e nos relacionar com o dinheiro todos os dias. São essas pequenas escolhas que, com o tempo, geram grandes transformações.
Meu muito obrigada ao Grupo Lins Ferrão pela confiança e pelo convite. 💙
30/07/2026
Uma das maiores armadilhas do cartão de crédito é que ele faz a gente sentir que ainda tem dinheiro disponível.
Você parcela uma compra hoje e pensa: "A parcela é pequena, cabe no orçamento."
Depois faz outra.
E mais outra.
Quando percebe, boa parte da renda do mês seguinte já está comprometida antes mesmo de cair na conta.
O problema não é o cartão em si. É perder a noção de quanto da sua renda já foi "reservada" para pagar decisões que f**aram no passado.
Por isso, antes de passar o cartão, vale fazer uma pergunta simples:
Se essa compra tivesse que ser paga hoje, eu faria mesmo assim?
Essa pergunta costuma mudar muita coisa.
E você? Costuma usar o cartão como uma forma de pagamento ou como uma extensão da sua renda?
21/07/2026
Durante muito tempo, a educação financeira fez a gente acreditar que bastava aprender a investir, economizar ou montar uma planilha.
Se isso fosse suficiente, ninguém se endividaria.
A verdade é que o dinheiro faz parte da nossa rotina, das nossas emoções e das nossas escolhas. Por isso, entender apenas de números não garante uma vida financeira saudável.
Quantas vezes você já tomou uma decisão sabendo que não era a melhor? Isso acontece com a alimentação, com a atividade física e também com o dinheiro.
É justamente por isso que eu acredito na consultoria financeira comportamental.
Porque, antes de falar sobre investimentos ou orçamento, eu quero entender como você se relaciona com o dinheiro. É nessa relação que, muitas vezes, está a raiz do problema.
Quando você muda a forma de decidir, os números começam a mudar também.
Você já parou para pensar que talvez o problema não seja o dinheiro, mas a forma como você lida com ele?