12/09/2026
Vivi quatro dias intensos no Transformando a Dor, acampamento para mulheres do grupo de oração Forjados por São José. Foi minha terceira experiência como campista e, ainda assim, foi completamente diferente de tudo o que eu já havia vivido.
Quem já participou de um acampamento sabe que a experiência começa antes mesmo de chegar lá. Conforme o dia se aproxima, surgem as resistências, o cansaço, os motivos para não ir. A carne não quer. Mas eu já aprendi a reconhecer essa luta e a entender que nem sempre preciso estar com vontade para obedecer ao que sei que preciso viver.
Então eu fui. Fui de coração aberto, disposta a me entregar e a receber tudo aquilo que Deus tivesse preparado para mim.
E foram dias extraordinários.
Normalmente, quando volto de um acampamento que servi ou vivenciei, chego cansada, tomo meu banho, descanso e logo quero compartilhar alguma coisa. Dessa vez aconteceu algo diferente.
Quando cheguei em casa, meu corpo estava exausto, mas dentro de mim existia uma força que eu não conseguia ignorar. O Hiago até perguntou: “Vamos comprar alguma coisa para comer? Você está cansada, não está?”
Eu estava. Mas respondi: “Estou cansada, mas quero fazer pastel.”
E fui para a cozinha fazer pastel para a minha família.
Pode parecer uma coisa pequena, mas para mim aquele gesto carregava uma resposta de oração. Há algum tempo venho pedindo a Deus que transforme o meu olhar para o lar, para a minha casa, para os meus filhos e para o meu esposo. Tenho pedido a graça de servir melhor a minha família.
Naquele momento eu percebi algo muito bonito: meu corpo tinha voltado cansado, mas meu espírito tinha voltado fortalecido. E foi justamente esse fortalecimento interior que me deu disposição para servir onde Deus primeiro me confiou pessoas para amar.
Ainda estou assimilando muito do que vivi nesses quatro dias. Sei que algumas experiências precisam de tempo para revelar todos os frutos que produziram em nós. Mas já consigo reconhecer que alguma coisa começou ali.