05/02/2026
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19/01/2026
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Carv63 SU Lda
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23/12/2025
FIM DO ISOLAMENTO: BANCA NACIONAL RETOMA CONEXÕES INTERNACIONAIS.
Após quase uma década de isolamento financeiro internacional, o sistema bancário angolano volta a estabelecer relações directas com bancos correspondentes globais. Esse movimento marca o fim da chamada "quarentena" e simboliza uma reinserção estratégica de Angola na economia mundial.
A reconexão do sistema bancário angolano é mais que uma medida técnica, é um passo estratégico para reposicionar Angola no cenário internacional. O país ganha em estabilidade monetária, atractividade para investidores e competitividade empresarial. O desafio agora é consolidar essa abertura com reformas estruturais, garantindo que Angola seja vista como um parceiro confiável e dinâmico.
22/12/2025
Angola avança na modernização administrativa e já supera a média mundial em GovTech. O desafio agora é transformar tecnologia em serviços públicos ágeis, inclusivos e próximos do cidadão.
16/12/2025
IMPACTO DO OGE 2026 NA ECONOMIA E NAS EMPRESAS EM ANGOLA.
O Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026 representa um marco estratégico para Angola, com foco na consolidação fiscal, inclusão social e estímulo à actividade económica. Para as empresas, este cenário traz desafios e oportunidades que exigem adaptação, visão estratégica e conformidade rigorosa.
Macroeconomia e finanças públicas
• Disciplina fiscal: O governo pretende controlar a despesa e melhorar a eficiência do gasto, priorizando saúde, educação e protecção social.
• Estabilidade cambial e inflação: A prudência orçamental pode ajudar a conter a inflação e estabilizar o câmbio, embora vulnerabilidades externas persistam.
• Investimento público: Projectos com alto retorno social e económico serão priorizados, favorecendo empresas com capacidade técnica e boa reputação.
Efeitos directos nas empresas
• Contratos públicos: Maior transparência e exigência de desempenho, as empresas com boa documentação e rastreabilidade terão vantagem.
• Tributação e conformidade: Incentivos fiscais seletivos e combate à informalidade exigem investimentos em compliance e gestão de riscos.
• Importações e câmbio: Estratégias de protecção cambial e cláusulas de reajuste tornam-se essenciais para preservar margens.
• Capital de giro: Projectos públicos prioritários podem oferecer maior previsibilidade de pagamentos, mas exigem acordos bem estruturados.
Sectores com maior dinamismo
• Saúde e educação: Equipamentos, serviços tecnológicos, formação e logística.
• Obras públicas essenciais: Construção, fiscalização, materiais e soluções sustentáveis.
• Agroindústria: Mecanização, insumos, transformação e distribuição.
• Tecnologia: Automação, GovTech, cibersegurança e gestão de dados.
• Energia e sustentabilidade: Energia distribuída, manutenção e serviços ambientais.
Riscos e mitigação
• Execução orçamental desigual: Diversificar carteira e monitorar cronogramas.
• Volatilidade externa: Planeamento de inventário e cláusulas cambiais.
• Pressão regulatória: Auditorias internas e políticas anticorrupção.
• Liquidez limitada: Factoring, acordos de consignação e pré-pagamentos.
Recomendações para líderes empresariais
• Mapear prioridades do OGE e alinhar propostas.
• Fortalecer compliance e governança.
• Aprimorar contratos com cláusulas de desempenho.
• Investir em produtividade e digitalização.
• Criar parcerias locais e consórcios.
• Demonstrar impacto social e económico.
O OGE 2026 aponta para um ambiente de maior rigor fiscal e foco social. Empresas que combinam eficiência, conformidade e propostas orientadas a impacto estarão melhor posicionadas para crescer e contribuir para o desenvolvimento sustentável de Angola.
Carlos H Bento Vaz
15/12/2025
“O futuro de Angola depende de profissionais saudáveis e motivados. Cuidar das pessoas é cuidar do país.”
Burnout em Angola: um alerta necessário
Burnout não é moda nem exagero, mas sim um estado de esgotamento físico, emocional e mental causado por estresse prolongado e em Angola este fenómeno ganha certos contornos tais como:
• Jornadas extensas sem pausas adequadas
• Pressão por resultados em mercados altamente competitivos e pouco regulados
• Ambientes de trabalho onde não existe o reconhecimento.
• Responsabilidades que ultrapassam a capacidade individual, muitas vezes sem o devido suporte organizacional.
Existem sintomas que não devemos ignorar tais como:
• Cansaço extremo, mesmo após descanso.
• Falta de motivação e interesse.
• Irritabilidade ou tristeza constante.
• Dificuldade de concentração.
• Sensação de fracasso ou inutilidade.
• Problemas físicos como insónia e dores de cabeça.
Num país como Angola, em que muitos profissionais enfrentam instabilidade económica, falta de recursos e ambientes de trabalho pouco saudáveis, o risco de burnout é elevado. Estudantes e trabalhadores podem chegar ao ponto de se sentirem emocionalmente vazios e fisicamente exaustos, sem conseguir manter o rendimento.
Precisamos entender que burnout não é preguiça nem fraqueza, é uma condição muito séria, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Falar sobre este tema é urgente e precisamos de líderes e organizações que promovam equilíbrio, valorizem o descanso e reconheçam o esforço humano.
O bem-estar não é luxo, é prioridade para construir empresas e instituições sustentáveis, capazes de gerar impacto positivo na sociedade.
Carlos H Bento Vaz